A Nasa anunciou nesta quarta-feira a descoberta de um novo exoplaneta que está gerando grande expectativa na comunidade científica. Localizado a aproximadamente 120 anos-luz da Terra, o planeta, identificado por dados do Telescópio Espacial TESS, orbita uma estrela anã vermelha na chamada "zona habitável" — região onde as temperaturas permitem a existência de água líquida na superfície.
Com um tamanho ligeiramente superior ao da Terra (cerca de 1,2 vezes o raio terrestre), o novo mundo completa uma órbita ao redor de sua estrela a cada 18 dias. Por estar relativamente próximo de sua estrela, recebe energia estelar suficiente para manter uma temperatura amena, estimada entre 20°C e 30°C, dependendo da composição atmosférica. Os cientistas acreditam que o planeta tem grandes chances de ser rochoso, assim como a Terra.
"Este é um dos alvos mais promissores para estudarmos a atmosfera de um planeta potencialmente habitável", afirmou a Dra. Sarah Gilbert, líder do estudo pelo Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa. A equipe já reservou tempo no Telescópio Espacial James Webb (JWST) para analisar a luz que passa pela atmosfera do planeta durante seus trânsitos, em busca de sinais de vapor d'água, metano e dióxido de carbono — elementos que podem indicar a presença de processos biológicos.
As observações com o JWST estão programadas para o próximo ciclo de operações. Caso a atmosfera do planeta seja confirmada e analisada, ele se tornará o menor e mais próximo planeta na zona habitável com uma atmosfera já estudada em detalhes pela humanidade, fornecendo pistas valiosas sobre sua real habitabilidade.
A descoberta ocorre em um momento em que a astronomia vive uma verdadeira "era de ouro" na busca por exoplanetas. Desde o lançamento do satélite TESS, em 2018, milhares de novos mundos foram catalogados, mas poucos se destacam por reunir características tão favoráveis à vida como este novo candidato. A combinação de tamanho, órbita e tipo estelar faz dele um laboratório natural único.
Embora ainda haja um longo caminho até confirmar se o planeta abriga ou não alguma forma de vida, cada nova descoberta como esta refina os modelos científicos e aproxima a humanidade de responder a uma das perguntas mais fundamentais da ciência: estamos sozinhos no Universo? O Tabloide continuará acompanhando os próximos passos dessa fascinante investigação espacial.