A Organização Mundial da Saúde (OMS) acendeu um sinal de alerta diante do aumento da mortalidade por covid-19 em diversos países da Europa. Após meses de queda, os índices voltaram a subir, impulsionados por novas subvariantes da Ômicron, relaxamento das medidas de proteção e a chegada do inverno no hemisfério norte.
Em comunicado, a diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que "o vírus ainda circula amplamente e continua a evoluir. Precisamos manter a vigilância e não baixar a guarda". A organização destaca que muitos países reduziram a testagem e a notificação, o que pode estar subestimando os números reais.
Dados da própria OMS apontam que, nas últimas semanas, países como Alemanha, França, Reino Unido e Itália registraram um crescimento expressivo de hospitalizações e óbitos pela doença. O aumento ocorre principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades que não tomaram a dose de reforço da vacina.
A organização recomenda que os governos mantenham a vacinação em dia, especialmente com doses de reforço para grupos prioritários, além de incentivar o uso de máscaras em locais fechados e a melhoria da ventilação em ambientes internos. "A covid-19 não acabou", alerta o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
Especialistas também apontam que a fadiga da população em relação às medidas sanitárias contribui para o cenário. As taxas de vacinação com a dose de reforço estão aquém do desejado em vários países europeus, deixando grupos vulneráveis expostos.
A OMS reforça a necessidade de os países manterem a capacidade de testagem, sequenciamento genômico e atendimento hospitalar. A entidade também recomenda a realização de campanhas de comunicação para esclarecer a população sobre a importância da imunização completa.
Para os viajantes, a orientação é que verifiquem as recomendações locais e mantenham o esquema vacinal em dia. Até o momento, não há indicação de restrições de viagens generalizadas, mas a situação segue sendo monitorada.
O cenário europeu serve de alerta para outras regiões do mundo, incluindo o Brasil, onde as taxas de vacinação de reforço ainda não atingiram o ideal. Autoridades sanitárias brasileiras acompanham a evolução dos casos na Europa e reiteram a importância da prevenção.