O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (15) que o banco de fomento não tem “um real de risco” com as Lojas Americanas. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo, onde Mercadante reforçou que a instituição nunca financiou a varejista e não possui qualquer crédito a receber da companhia.

“O BNDES não é credor e nunca financiou a Americanas. Não temos um centavo de exposição”, garantiu o presidente do banco. A fala de Mercadante ocorre em meio ao processo de recuperação judicial das Lojas Americanas, que revelou um rombo contábil de mais de R$ 20 bilhões em janeiro de 2023.

Mercadante explicou que o BNDES adota critérios rigorosos de governança e análise de risco. “Investimos em empresas sólidas, com transparência e responsabilidade. A Americanas sempre esteve fora do nosso radar de crédito”, completou.

O mercado financeiro reagiu positivamente às declarações, que ajudam a dissipar dúvidas sobre a exposição de bancos públicos à crise da varejista. O BNDES é um dos maiores bancos de fomento do país e tem como foco o financiamento de projetos de infraestrutura, inovação e desenvolvimento sustentável.

Em nota, o banco reforçou que sua carteira de crédito é diversificada e com baixo índice de inadimplência. “Temos uma gestão de risco eficiente e não operamos com empresas que apresentem fragilidades contábeis ou de governança”, destacou Mercadante.

O presidente do BNDES também aproveitou para destacar a importância do banco no apoio a projetos sustentáveis. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento do Brasil, gerando empregos e renda, sempre com responsabilidade fiscal e social”, concluiu.

Entenda o caso Americanas

As Lojas Americanas pediram recuperação judicial em janeiro de 2023 após a descoberta de inconsistências contábeis da ordem de R$ 20 bilhões. A empresa está em processo de reestruturação de dívidas, envolvendo bancos privados e públicos, mas o BNDES nunca figurou como credor. A declaração de Mercadante reforça o posicionamento do banco de fomento.

O BNDES segue focado em suas operações de crédito para setores estratégicos, e a ausência de exposição à Americanas demonstra a solidez de sua política de risco.