Desemprego chega a 8,4% entre novembro e janeiro e se mantém estável

Por Redação O Tabloide 3 min de leitura

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 8,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, mantendo-se estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). O resultado veio dentro das expectativas do mercado, que projetava estabilidade.

Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas no país chegou a 8,4 milhões, praticamente o mesmo patamar do trimestre anterior. Já a população ocupada somou 101,2 milhões, também estável. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas em idade ativa que estão trabalhando, ficou em 57,3%.

O rendimento real habitual médio do trabalhador ficou em R$ 3.245, alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior, mas ainda pressionado pela inflação. A massa de rendimento real habitual somou R$ 327,6 bilhões, novo recorde da série histórica.

Por setores, os destaques positivos vieram dos serviços (alta de 0,7% no contingente ocupado) e do comércio (alta de 1,2%). A construção civil manteve-se estável, enquanto a indústria registrou leve recuo de 0,3%. O emprego com carteira assinada no setor privado cresceu 0,5%, enquanto o trabalho por conta própria ficou estável.

Regionalmente, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Nordeste (11,2%) e no Norte (9,8%), enquanto as menores foram registradas no Sul (5,1%) e no Centro-Oeste (6,3%). A região Sudeste ficou com taxa de 7,2%, influenciada pelo desempenho de São Paulo e Rio de Janeiro.

A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados por horas insuficientes e a força de trabalho potencial, ficou em 18,2%, também estável. O contingente de trabalhadores informais somou 39,1 milhões, representando 38,6% da população ocupada.

Para o coordenador da PNAD Contínua, o cenário de estabilidade reflete um mercado de trabalho que ainda não consegue gerar vagas em ritmo suficiente para absorver o crescimento da população ativa. “Precisamos de um crescimento econômico mais robusto para que a taxa de desemprego volte a cair de forma consistente”, afirmou em coletiva.

Analistas do mercado financeiro destacam que a manutenção da taxa de desemprego em 8,4% é um sinal de resiliência, mas ainda distante dos níveis pré-pandemia. “O mercado de trabalho continua se recuperando lentamente, mas a inflação alta e os juros elevados ainda são obstáculos”, comenta a economista-chefe de uma consultoria.

Para os próximos meses, a expectativa é de que a taxa de desemprego permaneça estável ou registre leve queda, diante da sazonalidade positiva do início do ano e dos efeitos da colheita. No entanto, o cenário fiscal e a desaceleração da economia global podem trazer riscos.

O ministro do Trabalho e Emprego afirmou que o governo está trabalhando para estimular a geração de empregos por meio de programas de qualificação profissional e incentivos a setores estratégicos. Ele também destacou a importância do crédito para pequenas empresas.

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