Pressionada por alimentos, inflação de novembro sobe para 0,28%

Redação O Tabloide 10/12/2024

O IBGE divulgou nesta terça-feira (10) que o IPCA, considerado a inflação oficial do Brasil, subiu 0,28% em novembro. O resultado veio pressionado principalmente pelo aumento de 1,2% no grupo de Alimentação e Bebidas, que responde pelo maior peso no índice e impacta diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

Destaque para a alta de 2,5% nas carnes, 3,8% no café moído e 1,9% no leite longa vida. Para as famílias de baixa renda, o peso da alimentação no orçamento é ainda maior, o que torna a inflação um desafio social significativo neste final de ano. Os preços de frutas, verduras e legumes também subiram, influenciados pelas condições climáticas adversas que afetaram a safra.

O grupo Habitação subiu 0,4%, seguido por Saúde e Cuidados Pessoais (0,3%). Já Transportes teve queda de 0,2%, puxada pela redução no preço das passagens aéreas e dos combustíveis. O acumulado do IPCA nos últimos 12 meses chegou a 4,6%, ainda dentro do teto da meta de inflação, mas acendendo um alerta para o Banco Central.

A pesquisa do Tabloide mostra que os analistas de mercado já revisaram as projeções para a inflação de 2025 para cima. O Boletim Focus indica que a Selic deve encerrar o próximo ano em patamares elevados, o que deve encarecer o crédito e reduzir o ritmo da atividade econômica. A expectativa é de que o ciclo de cortes na taxa básica de juros seja adiado.

Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que acompanha os preços dos alimentos e estuda medidas conjuntas com a Agricultura para ampliar a oferta. "O governo está atento à volatilidade dos preços internacionais e aos efeitos climáticos sobre as safras. Vamos trabalhar para garantir o abastecimento e a estabilidade de preços", diz o comunicado oficial.

Para o consumidor, a dica dos especialistas é pesquisar bastante antes de comprar os presentes de Natal e buscar alternativas para substituir os itens que mais subiram. A ceia de Natal deve ficar entre 5% e 8% mais cara este ano, segundo cálculos da Fipe. Itens como o azeite de oliva, o bacalhau e as frutas secas tiveram altas expressivas no acumulado do ano.

O Tabloide continuará acompanhando a evolução dos preços e os impactos na economia doméstica. Acompanhe nossa cobertura na categoria Economia para ficar por dentro de todas as notícias sobre inflação, juros e mercado financeiro.