Crise de ansiedade que atingiu alunos em Recife é cada vez mais comum
Recentemente, um episódio de crise de ansiedade coletiva entre alunos em Recife chamou a atenção para um problema que vem se tornando cada vez mais frequente nas escolas brasileiras: o aumento dos transtornos de ansiedade entre crianças e adolescentes. Especialistas apontam que a combinação de pressão escolar, uso excessivo de redes sociais e falta de acolhimento institucional contribui para esse cenário.
O que é a crise de ansiedade?
A crise de ansiedade é uma reação intensa de medo ou desconforto que pode incluir sintomas físicos como taquicardia, falta de ar, tremores e sensação de perigo iminente. Entre jovens, esses episódios podem ser desencadeados por provas, bullying, excesso de estímulos digitais e preocupações com o futuro. A sensação de perda de controle é comum e pode ser assustadora tanto para quem sente quanto para quem está por perto.
Por que está mais comum entre alunos?
Estudos indicam que a incidência de ansiedade entre estudantes brasileiros vem crescendo. Fatores como a alta carga horária escolar, a pressão por desempenho, a exposição constante a redes sociais e a falta de espaços de escuta nas instituições de ensino criam um ambiente propício para o surgimento de crises. A pandemia de Covid‑19 agravou o quadro com o isolamento social e o aumento do tempo de tela, deixando sequelas emocionais que ainda impactam a rotina dos jovens.
O caso de Recife e a importância do acolhimento
O incidente ocorrido em Recife, em que diversos alunos apresentaram sintomas de ansiedade simultaneamente, serve como alerta para a urgência de políticas de saúde mental nas escolas. Psicólogos recomendam que as instituições criem canais de escuta ativa, promovam atividades de redução de estresse e capacitem professores para identificar sinais precoces. Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças de comportamento — como irritabilidade, queda no rendimento escolar e isolamento — e buscar ajuda profissional quando necessário.
Como identificar e buscar ajuda
Sinais frequentes de ansiedade incluem inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, tensão muscular e alterações no sono. Quando esses sintomas se repetem ou interferem nas atividades diárias, é recomendável consultar um psicólogo ou psiquiatra. O tratamento pode envolver terapia cognitivo‑comportamental, técnicas de relaxamento e, em alguns casos, medicação. O mais importante é não minimizar o sofrimento do jovem e oferecer suporte contínuo.
Perguntas frequentes
O que fazer durante uma crise de ansiedade?
Mantenha a calma, incentive a respiração lenta e profunda, leve a pessoa a um ambiente tranquilo e evite julgamentos. Ofereça companhia sem pressionar para que ela se acalme imediatamente.
Quando procurar ajuda profissional?
Se os episódios forem recorrentes ou atrapalharem as atividades escolares, sociais e familiares, é essencial buscar avaliação de um psicólogo ou psiquiatra. Quanto antes o acolhimento começar, melhores são os resultados.