Bares e restaurantes pedem retomada do horário de verão no Brasil
O setor de bares e restaurantes voltou a pressionar o governo federal pela retomada do horário de verão. A medida, que vigorou por décadas e foi extinta em 2019, é vista como um fator crucial para aquecer o setor no período noturno. Representantes do segmento afirmam que o horário mais tarde do pôr do sol estimula a circulação de pessoas e o consumo em todo o país.
Desde o fim do horário de verão, o movimento noturno caiu de forma expressiva. Com a escuridão chegando mais cedo, a sensação de insegurança aumenta, e as pessoas tendem a sair menos, principalmente durante a semana. O faturamento dos estabelecimentos foi duramente impactado, o que gerou uma mobilização do setor para reverter a situação.
Os argumentos a favor da retomada não se limitam ao ganho econômico. O setor defende que o horário de verão traz benefícios para o turismo, o entretenimento e a segurança urbana. Ruas mais movimentadas no fim da tarde e início da noite tendem a ser mais seguras, e o comércio como um todo se beneficia do fluxo extra de consumidores.
Por outro lado, a discussão reacende o debate sobre a real economia de energia elétrica, principal justificativa histórica para a adoção da medida. Estudos recentes indicam que a economia gerada nos dias de hoje pode não ser tão expressiva quanto no passado, devido a mudanças no perfil de consumo energético do país. Ainda assim, o impacto positivo no setor de serviços é inegável e levanta a questão sobre os critérios ideais para a tomada de decisão.
A pressão do setor produtivo ocorre em um momento de recuperação da economia brasileira. A expectativa é que o governo federal reavalie a demanda, possivelmente criando um grupo de trabalho para estudar os prós e contras de uma eventual volta do horário de verão. Para os donos de bares e restaurantes, a medida representa não apenas uma esperança de aumento no faturamento, mas também a chance de gerar mais empregos e movimentar a economia local.