Combate a incêndios pode ser feito por pilotos e aviões estrangeiros
Uma proposta em discussão no Congresso Nacional pode autorizar a entrada de aeronaves e tripulantes estrangeiros no Brasil com o objetivo de reforçar o combate a incêndios florestais. A iniciativa busca ampliar a capacidade do país de enfrentar queimadas de grandes proporções, especialmente durante o período de estiagem.
Atualmente, as operações de combate a incêndios de grande porte são realizadas principalmente pela Força Aérea Brasileira (FAB) e por corpos de bombeiros estaduais. No entanto, a crescente frequência de incêndios, agravada pelas mudanças climáticas, tem exigido uma estrutura mais robusta. A possibilidade de contar com aeronaves especializadas vindas de outros países pode acelerar o atendimento às emergências.
De acordo com a proposta, os pilotos estrangeiros deverão comprovar habilitação compatível com as aeronaves utilizadas, e estas deverão atender aos requisitos de segurança estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). As operações seriam coordenadas pelo governo federal, garantindo a integração com as equipes locais.
Países como Estados Unidos, Canadá e Austrália já utilizam acordos internacionais para compartilhar recursos no combate a incêndios. A experiência dessas nações mostra que a cooperação pode reduzir significativamente o tempo de resposta e minimizar os danos ambientais e materiais.
O texto segue em tramitação e ainda precisa ser aprovado pelas comissões competentes antes de ir a plenário. Caso seja aprovado, o Brasil poderá firmar convênios com outros países para viabilizar o suporte aéreo em situações de emergência.
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