O que é a OMS?

A OMS foi criada em 7 de abril de 1948 — data celebrada como Dia Mundial da Saúde — com o objetivo de coordenar esforços globais para melhorar as condições de saúde e combater epidemias. Sua sede fica em Genebra, na Suíça, e conta com seis escritórios regionais, entre eles a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que cobre as Américas.

A organização é governada pela Assembleia Mundial da Saúde, que reúne delegados de todos os estados-membros e define as políticas e o orçamento bienal. O Conselho Executivo, composto por 34 membros tecnicamente qualificados, prepara as decisões da Assembleia. O Secretariado, chefiado por um diretor-geral eleito, executa as operações diárias.

História e marcos

Ao longo de mais de sete décadas, a OMS liderou conquistas sanitárias históricas, como a erradicação da varíola (1980), a redução drástica da poliomielite e a criação do Código Internacional de Doenças (CID), ferramenta essencial para estatísticas de saúde no mundo. Declarações como a de Alma-Ata (1978) sobre atenção primária à saúde e a Estratégia Global para a Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente também marcaram sua trajetória.

Principais áreas de atuação

A OMS atua em vigilância epidemiológica, prevenção e controle de doenças transmissíveis (como HIV, tuberculose, malária) e não transmissíveis (diabetes, câncer, doenças cardiovasculares), vacinação, preparação para emergências sanitárias, saúde materno-infantil, saúde mental, segurança alimentar e regulação de medicamentos. A cada ano, a organização publica diretrizes atualizadas para tratamentos e políticas de saúde.

Durante surtos de doenças como ebola, zika e covid-19, a OMS coordenou respostas internacionais, mobilizou recursos e emitiu recomendações para conter a propagação. A classificação de emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) é um dos instrumentos mais importantes da OMS para alertar o mundo sobre riscos sanitários.

OMS e o Brasil

O Brasil é membro fundador da OMS e mantém colaboração estreita por meio da OPAS. A organização apoia o Ministério da Saúde em campanhas de vacinação, vigilância sanitária e fortalecimento do SUS. Programas como o Plano Nacional de Imunização e o combate à dengue, zika e chikungunya contam com assistência técnica da OPAS/OMS.

A OMS também tem papel na avaliação de medicamentos e na certificação de erradicação de doenças, como a poliomielite e o sarampo. O país utiliza protocolos da OMS para tratamento de HIV, tuberculose e hanseníase, além de seguir as diretrizes da organização para a regulação de alimentos e medicamentos.

Desafios atuais

A OMS enfrenta desafios como o aumento de doenças crônicas, a resistência antimicrobiana — que ameaça tornar ineficazes antibióticos comuns —, os impactos das mudanças climáticas na saúde e a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde nos países em desenvolvimento. A pandemia de covid-19 evidenciou a importância de uma coordenação global em saúde e também expôs fragilidades no financiamento e na capacidade de resposta rápida.

A reforma da OMS e o financiamento sustentável são temas recorrentes nas assembleias mundiais. A transparência, a independência e a capacidade de atuação em situações de emergência são constantemente debatidas entre os estados-membros.

Conteúdo relacionado

Cobertura do O Tabloide

O O Tabloide acompanha as decisões, diretrizes e posicionamentos da OMS, traduzindo seu impacto para o leitor brasileiro. Nossos repórteres cobrem desde campanhas de vacinação até as discussões sobre reforma sanitária global. Utilize as categorias acima para acessar reportagens relacionadas.